quinta-feira, 14 de maio de 2009

Edifícios que comunicam




Sobre o Museu de Arte Moderna e Tecnologia Eyebeam
Diller & Scofifio

Fibra ótica, projetores, rede elétrica, wirelles, display e sensores diversos, serão aqui considerados equipamentos fundamentais para garantir a funcionalidade de espaços contemporâneos, no caso da obra analisada, trata-se de uma abordagem levada ao extremo – ou nem tanto – da implantação desses agentes em um edifício, por exemplo. Por que por exemplo? Poderíamos dizer que não se trata de um edifício? Como os que conhecemos; poderia ser este edifício classificado em um outro segmento de espaço coletivo?

Observo o edifício do museu como uma rua, uma praça, uma via qualquer, onde a ausência de equipamentos para inserção do corpo humano é um vazio que funciona como área livre para as práticas que cada individuo queria exercer ali naquele espaço. É claro que essa intenção de ação sempre será determinada pelos equipamentos oferecidos, porem esses equipamentos citados acima se apresentam de uma forma invisível, camuflada, e que a cada dia se afirmam como importantes ferramentas de comunicação.

Se fossemos criar uma classificação para o Museu de Arte Moderna e Tecnologia Eyebeam, diríamos que se trata de um edifício plataforma – ou algo do tipo – uma edificação micro regional, uma espécie de bairro vertical, repleta de áreas vazio, com seus equipamentos invisíveis preparados para dar ao usuário, seja ele quem for, em qualquer dia do ano e horário, em qualquer língua ou dialeto.


Site oficial
http://www.dillerscofidio.com/

Sorria, você esta sendo condicionado

Eu, tu e ele; condiciono, condicionas e condiciona.Nós, vós e eles; condicionamos, condicionais e condicionam.

O arquiteto e o urbanismo como agencioadores de condições, o usuario como um corpo condicionado, partindo com ponto de vista de que para cada ação há uma reação, fico me perguntando em qual momento entra a papel do reagente, daquele que reage, seria esse o possibilitador de transformação?

Reaja, até onde você é condicionado?

Vazios Urbanos

Quero levar minha observação para o ponto de vista sócio-político do espaço, ou seja, visualizar o lugar vazio como uma dinâmica entre fluxo, edificação, corpo, permissão e apropriação.


IMG01 – passagem subterrânea pela BR-381 em Ipatinga, MG.


IMG02 – escadaria no Morro do Cruzeiro em Antônio Dias, MG.

O vazio não como um lugar a espera de uma ocupação, e sim como possível a outros usos, enquanto sua principal função, ou a função pra o qual foi concebido, não acontece. Então seria como que projetar uma edificação que seja passível de um vazio, que seja ativa de liberdade. Que possa permitir, e que seja apropriável, por quem quer que seja, em horário indefinido.

O vazio temporal.